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Prólogo de Noturnos (Livro de Thybério Bastos)

domingo, 28 de dezembro de 2008

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A magnífica sala coberta de mármore branco refletia sobre os olhos do senhor de estatura baixa com uma expressão satisfeita que entrava pela oitava vez naquele cômodo só pela manhã daquele dia.
Em sua frente, um alto homem assentado vestido com um manto alvo como a própria claridade do aposento o esperava numa grande poltrona muito acolchoada de um tom verde-esmeralda. Talhados com ouros dourados, dando um contraste no branco dos mármores, as bordas dos grandes e fenomenais quadros com grandes personalidades daquele e de séculos passados.
A janela dava para um campo verdejante com animais a pastar e os jardineiros a regar, plantar e podar as flores, gramas e árvores que rodeavam o colossal monumento central. Podia-se ver na entrada daquela bem estruturada mansão, um carro miserável com a cor desbotada e os pneus desgastados estacionado em frente às escadas que davam diretamente na porta em forma de arco que permitia a entrada dos moradores e trabalhadores ao salão principal.
- Majestade, ele chegou! – disse o homem que havia irrompido na sala.
- Deixe que ele entre! – disse o rei. – E, como eu sempre digo, pode me chamar de Amon Hewitt... Não gosto desta superioridade da qual me tratam.
- Desculpe-me, Sr. Hewitt. Vou buscá-lo. – informou, saindo do recinto.
O alto homem que estava sentado sobre o seu trono, levantou-se seguindo até a janela, passando a admirar a paisagem, que sempre o deixava tranqüilo, independente da situação que ele, ou o próprio mundo, que era comandado por ele mesmo, passava.
Podia-se ouvir o som dos instrumentos a tocar, ensaiando para apresentação de recebimento da rainha, que se realizaria nesta noite. As duas filhas, desde o dia passado, se preparavam para o evento.
- Majestade... – disse o servo. O rei lançou-lhe um olhar de reprovação. – Sr. Hewitt, já posso trazê-lo?
- Claro! – autorizou.
O jovem garoto, que aparentava ter acabado de sair da adolescência, com um rosto cheio de marcas do que parecia ser acne entrou com suas roupas desgastadas e cheias de rombos e nodoas.
- A que devo a honra da visita deste jovem rapaz? – perguntou o rei.
- Quero conversar com vossa majestade. – respondeu o jovem. – A sós... – completou lançando um olhar ao outro servo, ainda na sala.
- Basileu, pode se retirar. – ordenou.
Ao sair, Basileu trancou as portas, deixando-os sozinhos. Hewitt sentou-se em sua poltrona, lugar onde passava maior parte do dia, e ofereceu a cadeira ao seu lado ao rapaz que dividia a sala com ele.
- Pois não? – começou Hewitt.
- Gostaria de ter um pouco mais de liberdade.
Hewitt esbugalhou os olhos não entendendo o rumo da conversa recém-começada.
- Dou total liberdade aos meus servos. Tudo o que vocês têm que fazer é trabalhar pra mim. – disse Hewitt. – Vocês são livres para fazerem o que sentirem vontade! Nunca os privei...
- Mas não quero mais trabalhar pra você. – interrompeu o jovem, calmo. – Quero minha independência.
- Tudo bem! Mas tenho que avisar que ninguém que pediu independência durante todo o meu reinado e o reinado de meu pai, conseguiu sobreviver por muito tempo. – alertou Hewitt. – Tudo o que você olhou, olha e vai olhar, é meu!
- Estou ciente disto, majestade!
- Nem o Brasil conseguiu se manter de pé por muito tempo quando decidiu ter seu próprio rei. Igualmente, o Japão. Ambos estão novamente sobre o meu controle, e olha que são nações...
- Ainda assim, majestade... – interrompeu novamente. - Quero minha independência.
Tirou de dentro do bolso interno de sua surrada camisa, um pedaço de pergaminho, apresentando e indicando ao rei, onde deveria haver sua assinatura para poder usufruir sua liberdade. Hewitt, sem ler, assinou, pensando ter tornado livre aquele ignorante e jovem garoto à sua frente. Mas ao terminar de assinar o documento, o garoto quase o fez cair pra trás ao som daquela estonteante frase.
- Você acabou de me passar seu reino! – disse revelando os seus dentes amarelados.
- Co-como? – perguntou o rei sem entender.
- Tenho que acabar com sua vida para eu poder tomar posse do que é meu... – disse pensando no quão ingênuo, ou tolo era Hewitt ao assinar um contrato sem ler. Sabia que o plano era perigoso, mas valera a pena o risco.
- Não! Pense bem no que está fazendo!
O jovem moço, parecia não dar ouvidos a Hewitt. Ignorando os argumentos do rei, pôs sua mão novamente no bolso interno de sua velha camisa, tirando uma seringa com um conteúdo branco. Aproximou-se do homem, já desesperado à sua frente, imobilizando-o com sua força.
- Quer dizer suas últimas palavras, reizinho miserável?
- Meu Deus! – berrava. – Solte-me... Sou seu soberano!
- Soberano... Soberano... – disse, como se pensasse.Então, aplicou-lhe a injeção, que há muito trabalhava, no braço, deixando-o caído no chão e se posicionando na, agora sua, poltrona.

Prólogo do livro "Renascer" (nome provisório) de E.E.S.Oliveira

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

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Se pudessem sentir cada vôo teu, ô borboleta,
Eles jamais se importariam viver em perigo
Pois cada bater de asas da sua liberdade,
Sentiriam a sua segurança e o seu abrigo

Se pudessem sentir cada lágrima tua, ô borboleta,
Eles jamais pensariam em viver como tu vives
Pois, ao verem suas asas de vidro,
Sentiriam a sua tristeza quando partires

Quando está em busca de um sonho, ô borboleta
Jamais você alcançará sem luta
Pois a cada estágio que tu passaste,
Houve sacrifícios e vitórias em sua vida curta

Foi lastimável quando foste embora, ô borboleta
Pois o mundo precisa da tua partida
Mas o grande mistério do planeta
É que, através de um ciclo, é que se mantém uma vida.


Uma vida... feliz.

As asas do corvo, trecho do livro de RRD (cristopher)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

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"A vida de Aaron tinha sido assim por muito tempo. Pacata, tosca e tediosa. Aos três anos descobriu que podia titubear uma pessoa de dez anos com facilidade, embora fosse sempre reprovado a cada tentativa pela mãe. Aos cinco já sabia ler e escrever textos simples. Aos sete começou a ter uma evolução normal das coisas, pois a mulher e o homem que tanto lhe estimulavam se foram. Nunca se descobriu o que aconteceu com eles, ou melhor, nunca se descobriu onde estavam os corpos. Os pais gostavam de fazer um piquenique a cada mês, mas infelizmente ambos não voltaram para buscar o filho que brincava na casa da avó, esta morreu de velhice deixando Aaron aos cuidados do jardineiro Cid.

Devido a perda, toda a sua personalidade pareceu ir junto, embora tivesse muito carinho e disciplina vinda do jardineiro. Cid por um acaso adotou o garoto e tratou de buscar novos empregos e acabou ganhando experiência na cozinha e tornou-se dono de um restaurante: O Garfo do Cid.

Vivia fechado em seu mundinho de livros, leu praticamente quase todos os livros envolvendo heróis fantásticos do mundo. Também adorava filmes como os de Bruce Lee e semelhantes. Gostava tanto de artes marciais que acabou tentando o kick-boxing, mas acabou se decepcionando com o professor. E mesmo gostando de lutas, nunca havia se metido em confusão em qualquer lugar. Seu dia-a-dia era sempre o mesmo, estudar, ler um livro, estudar, jogar computador...

Bernardo Corleonis pareceu a primeira vista um garoto frágil na academia, sempre humilde e obediente. Quando Aaron conheceu mais de perto Corleonis ele percebeu que de frágil ele não tinha nada. Até achou que a história da virose era apenas uma invenção para não ferir o orgulho, mas de repente começou a acreditar. Em várias ocasiões algum valentão do colégio atirava alguma coisa no coitado, desde bolinhas de papel até livros que pesavam dois quilos, nada afetou o garoto. Na aula de educação física ele era um bom atleta, na aula de handebol marcou vários gols. Sua personalidade também era diferente de Aaron, era mais comunicativo e sociável e desviava menos a atenção da aula, embora demorasse mais para entender as coisas."

Inauguração do Blog

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

1 comentários  

Hoje Rafael e Kika inauguraram o blog!